História do GLP no Brasil
Publicado em , atualizado em 22/03/2026
A história do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) no Brasil tem origem no final da década de 1930, com o acidente do dirigível Hindenburg. Na época, o Brasil tinha uma base de dirigíveis no Rio de Janeiro, servindo rotas entre a América do Sul e a Europa, e um grande estoque de cilindros de gás propano, que eram utilizados como combustível. Com a suspensão das viagens em decorrência do acidente, ocorrido no dia 6 de maio de 1937, esse estoque, de mais de 6 mil cilindros, ficou armazenado sem finalidade.
Uma solução simples
Percebendo a oportunidade, o austríaco naturalizado brasileiro Ernesto Igel comprou todo o estoque de propano e passou a revendê-lo como gás de cozinha, ele havia conhecido a nova tecnologia de engarrafamento de gás para uso doméstico enquanto viajava pela Europa.
Na época, o gás de cozinha era novidade e o mercado estava dando seus primeiros passos. A maioria dos fogões eram a lenha, e uma pequena parte eram a querosene e a álcool.
Ernesto fundou a Empresa Brasileira de Gás a Domicílio, antigo nome da Ultragaz.
Popularização
A popularização do uso do GLP ocorreu na década de 1950, com o surgimento de mais distribuidoras, a fundação da Petrobras &emdash; que começou a produzir GLP de origem nacional &emdash; e com o desenvolvimento do botijão P-13, com capacidade de 13 kg de gás, que se tornou o padrão brasileiro.
Atualmente, o GLP é a principal fonte de energia para os fogões do Brasil. Há cerca de 140 milhões de botijões em circulação1, num sistema de troca que garante a qualidade e segurança desses recipientes, por meio de requalificação obrigatória a cada 10 anos e rigorosos processos de controle de qualidade do envase.
Então, agora que você já sabe a história do gás de cozinha, quando precisar, é só pedir.
Dados do Sindigás https://www.sindigas.org.br/?p=43357 - acessado em 14/03/2026, às 17:36 ↩︎
